Os minutos, as horas e os dias assinalados no calendário do quotidiano transformam-nos em escravos modernos desta sociedade de liberdades, direitos e garantias. Até esta crónica nasce ao arrepio do tempo, cingida pelo timing de um momento que na voracidade do tempo moderno, quase se esgota no calendário. Ao iniciarmos o dia, já temos agendado um sem número de tarefas, trabalhos e rotinas que nos marcam o ritmo – como gosto da musicalidade desta palavra, no desenfreado workshop dos encontros quotidianos – de um dia planeado. Ainda regresso muitas vezes ao passado em que o calendário era o das colheitas e tarefas rurais. A bonomia da manhã ensolarada que nos levava à poda da vinha, à sementeira da batata, do trigo e do milho. Ao gélido amanhecer que nos tirava do quente dos lençóis e nos abria o corpo à estranha sensação do olival imenso; das orvalhadas de Janeiro, do ritual alegre e festivo da matança do porco. Aqui o calendário era o do Sagrado Coração de Jesus, dependurado na cozinha, por cima da cantareira – sempre me fez confusão aquela imagem de um Jesus ferido no peito, pingando de um coração, relevado no peito e entrelaçado de espinhos, gotículas de sangue - comprado na sacristia da igreja e trazido para casa, mais por devoção e religiosidade, do que por uma necessidade de orientação. Aqui o calendário não tinha dias, para além do de cada dia. E cada dia nascia do ritual normal de quem não tem o amanhã para conquistar, apenas o hoje para ganhar. Hoje escravizamo-nos com tudo, não prescindimos das modernas agendas electrónicas, dos lembretes no telemóvel. Não trazemos presente o aniversário do marido ou da esposa, do melhor amigo(a) de infância ou do(a) grande amigo(a) de noitadas e serões da universidade. Absolutamente desnecessário. Traz-se tudo armazenado num chip electrónico que apita, um dia, uma hora antes do grande momento que não queremos esquecer.
(António José Domingues, vereador da Câmara Municipal de Ansião)
Ainda são só conhecidas as intenções do novo Governo mas já foi o suficiente para que os portugueses passassem a confiar mais no partido de Sócrates.·
A última sondagem feita para a SIC, Expresso e Rádio Renascença mostra que o PS conquistaria quase 39 por cento dos votos, o que ainda não lhe dava a maioria.·
O PSD cai nas preferências dos portugueses – e, agora só conseguiria 27,5 por cento. O CDS chegaria aos 12,5 por cento.·
O Bloco de Esquerda desce e conseguiria 8,4 por cento dos votos.·
Já a CDU manteria um resultado muito semelhante ao de 27 de Setembro: 8 por cento dos votos.·
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